Criminosos usam assinaturas, carimbos e nomes de médicos goianos para vender atestados falsos na internet

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Um grupo criminoso tem usado, de forma ilegal, nomes, carimbos e assinaturas de médicos de unidades de saúde públicas e privadas de Goiânia e Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, para falsificar e vender atestados pela internet. O principal foco dos criminosos são as redes sociais, como o Facebook e Telegram, além de sites e grupos de WhatsApp de fácil acesso, onde eles divulgam os documentos.

Na troca de mensagens, um cliente que estava em busca de folga do trabalho, questionou o preço cobrado pelo documento. A mulher, então, informou que um atestado de 15 dias sairia no valor de R$ 130, mas que poderia prolongá-lo desde que fosse pago um valor maior pelos dias acrescentados.

No total, ela cobrou R$ 150 para encaminhar um atestado de 20 dias em arquivo PDF. O valor, entretanto, precisa ser pago antecipadamente por meio de transferência bancária ou PIX, como informou a criminosa.

Perguntada sobre a qualidade dos atestados, a criminosa fala que o material é “quente” e que tem “contatos ativos” em clínicas particulares e em unidades de saúde públicas. Em Goiânia, por exemplo, ela cita os Centros de Atenção Integrada à Saúde (Cais) de Campinas, Novo Mundo e Urias Magalhães. Já em Aparecida de Goiânia, o contato estaria na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Flamboyant.

“Em uma folha pode ter de 14 a 15 dias. Se você quiser mais dias além dos 15 dias, posso fazer um preço bacana. Temos Cais e clínica particulares, mas preciso de alguns dados, como nome completo, comprovante de endereço, data de nascimento e o dia em que quer iniciar o atestado. Além disso, preciso saber a unidade que você quer e o motivo a ser citado”, explicou Isadora.

Médica denuncia

 

Em um dos modelos de atestado disponibilizados pela criminosa, a fim de ganhar a confiança do cliente, ela usa o nome da médica Carolina Vaz da Costa, que trabalha na UPA Flamboyant. No documento consta que o suposto atendimento da médica foi realizado no dia 16 de julho de 2022, às 10h25 da manhã. O paciente teve quatro dias para se ausentar do trabalho.

“Já procurei o Cremego para denunciar. Procure a administração da UPA, não podemos falar sobre o assunto”, afirmou a médica.

A falsificação de atestados é comum. Ele diz que os criminosos conseguem falsificar os carimbos por meio do furto destes utensílios, além da confecção irregular dos mesmos. Pacéli diz que outros crimes comuns são a rasura no número de dias ofertados e a falsificação das assinaturas.

Porém, caso o profissional seja convivente com a fraude, como afirmou Isadora (criminosa), ele será penalizado pelo CRM e pela justiça comum. Dependendo do contexto, o profissional poderá receber uma advertência ou até mesmo a exclusão da medicina.

“A grande maioria dos atestados recebe o nome de médicos goianos, mesmo não tendo sido redigidos por eles. Essa prática dolosa prejudica o médico com seu nome acostado, a empresa, e o próprio fraudador que ficará com seu nome sujo. Todos os dias somos questionados acerca da veracidade de atestados”, afirmou.

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