Golpe do falso advogado: entenda como criminoso se passa por profissional para enganar vítimas que movem algum tipo de processo

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A Ordem dos Advogados do Brasil Seção Goiás (OAB-GO) está alertando para um golpe em que criminosos se passam por advogados para cobrar transferências de dinheiro alegando que é necessário pagar taxas de um processo que eles têm na Justiça. O presidente da entidade disse que já foram “centenas” de denúncias sobre esse tipo de crime.

O presidente da OAB-GO, Rafael Lara, explicou que os criminosos usam nomes de advogados ou dizem trabalhar com os advogados das vítimas e entram em contato por aplicativo de mensagem.

“A pessoa manda uma mensagem para alguém que tem um processo. E ele tem acesso a esse processo porque as informações dos processos são públicas, estão no site do Tribunal de Justiça ou são publicadas em Diário Oficial”, disse.

Com isso, os criminosos têm acesso aos nomes de quem tem um processo, contra quem é o processo e, muitas vezes, informações como os valores a receber. Com todas essas informações, os golpistas procuram diretamente a pessoa que está movendo a ação e a convence a passar quantias em dinheiro.

Na mensagem, os criminosos dizem que a vítima tem um valor a receber mas, para isso, é necessário pagar uma guia e pede que a pessoa transfira valores que variam de R$ 100 a R$ 600 em média.

“Quando existe, é uma guia de custas finais, que nunca é exigida de imediato, urgente. Não existe pagar uma guia para liberar um dinheiro, um alvará de imediato, isso demora alguns dias”, disse Lara.

O presidente da OAB alerta que, para a liberação de dinheiro, de alvará, normalmente não existe uma guia para ser paga.

A OAB orienta que as pessoas desconfiem caso seja pedido urgência em pagamentos relacionados à Justiça. “Falem sempre com o seu advogado nos meios que você está acostumado a falar com ele. Se você está acostumado a falar pelo telefone fixo, ligue imediatamente. Se você está acostumado a falar pelo Whatsapp, envie uma mensagem pelo Whatsapp do advogado”, disse o presidente da OAB.

Criminosos também estão usando o nome da Defensoria Pública para aplicar o mesmo modelo de golpe.

“Uma pessoa se passou por um assessor da Defensoria Pública e a vítima recebeu uma mensagem falando que para ter andamento do seu processo deveria pagar uma guia de quase R$ 3 mil para que tivesse direito a uma indenização”, disse o defensor Tiago Bicalho.

Ele alerta que toda assistência jurídica da Defensoria Pública é gratuita, sem necessidade do pagamento de nenhuma taxa.

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