Sargento do DF é indiciado por matar PM de Goiás durante briga em bar

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O sargento Jefferson José da Silva foi indiciado pela morte do soldado Diego Santos Purcina, de 30 anos, baleado durante uma briga generalizada em um bar em Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal. Jefferson está preso e vai responder por homicídio qualificado.

Em nota, a advogada de Jefferson informou que não concorda com a conclusão do inquérito e com os argumentos usados pela polícia. Segundo a defesa, o vídeo do sistema de monitoramento mostra que o sargento reagiu em legítima defesa à agressão injusta.

Jefferson é sargento da reserva do DF. Um vídeo mostrou que diversas pessoas discutiam em pé quando os empurrões começaram. Durante uma troca de socos, Diego é baleado e cai para trás.

O crime aconteceu na noite o dia 2 de março, em um bar no Núcleo Habitacional Novo Gama. A Polícia Militar do DF se solidarizou com a família da vítima e disse que apura os fatos.

Em depoimento, a família da vítima disse que Diego tentava proteger a esposa quando foi atingido.

“A princípio temos essa versão apresentada pelos parentes da vítima, que ele foi agir para defender a esposa dele. Mas os amigos do suspeito já falam que foi ao contrário, que o suspeito também foi intervir para proteger um amigo”, explicou o delegado do caso, Taylor Brito.

Nota defesa Jefferson José

 

Concluiu o delegado de polícia que “as testemunhas envolvidas na briga prestaram depoimentos contraditórios, em relação a quem foi o responsável pelo início das agressões, fato que impediu uma análise da legítima defesa alegada pelo interrogando”.

Em atendimento ao pedido de informações acerca do encerramento do inquérito policial, a advogada Kelly Moreira, responsável pela defesa de Jefferson José da Silva, esclarece que “não há como concordar com a conclusão chegada e os argumentos apresentados pela autoridade policial. O vídeo extraído do sistema de monitoramento é claro no sentido de que Jefferson reagiu, dentro dos limites juridicamente admitidos, à agressão injusta, razão pela qual fica muito claro a legítima defesa. Estranha-se ainda o posicionamento da autoridade policial em não reconhecer a legítima defesa, pois as declarações contraditórias das testemunhas envolvidas na briga não podem afastar o que as imagens mostram”.

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