Vereador investigado por desvio de verba empurra e intimida funcionário que prestou depoimento contra ele

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O vereador Vagner Batista Farias (PSC), de Mozarlândia, Goiás, foi flagrado empurrando e intimidando um servidor da Câmara Municipal após o funcionário prestar depoimento contra ele em um caso de desvio de verba. As imagens de câmeras de segurança mostram Vagner empurrando o servidor e trancando-o em uma sala, onde permaneceu por dois minutos antes de sair e continuar discutindo com o homem. Este incidente ocorreu na quarta-feira, 5 de junho, e gerou preocupação entre outros funcionários.

A Polícia Civil está investigando Vagner por constrangimento ilegal, calúnia, injúria e ameaça, crimes que juntos podem resultar em uma pena de prisão superior a dois anos. A delegada Brunna Karla afirmou que o inquérito está quase concluído, faltando apenas algumas diligências.

O desentendimento entre Vagner e o servidor surgiu durante uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura o desvio de recursos na Câmara Municipal. A CEI, concluída recentemente, apontou que Vagner e o presidente afastado da Câmara, Luiz Fernando Alves da Silva, se beneficiaram de dinheiro público. Durante os depoimentos, o servidor afirmou que Vagner estava envolvido no esquema, o que provocou a reação agressiva do vereador.

Em resposta ao incidente e às investigações, a Câmara Municipal de Mozarlândia aprovou um requerimento para iniciar um procedimento de impeachment contra Vagner e Luiz Fernando. Este processo será conduzido nos próximos dez dias, com a Câmara se comprometendo a julgar os vereadores de acordo com as evidências apresentadas.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) está acompanhando e realizando suas próprias investigações sobre o suposto desvio de recursos. Os resultados da comissão especial da Câmara serão integrados à investigação do MP.

Em uma declaração pública, Vagner Batista Farias admitiu seu erro ao intimidar o servidor e pediu desculpas à população. Ele reconheceu que sua atitude foi inadequada e expressou arrependimento.

O presidente interino da Câmara, José Lúcio Rocha, reforçou o compromisso da instituição em apurar os fatos de maneira justa e transparente, garantindo que os vereadores serão julgados conforme as provas coletadas, seja para a inocência ou culpa dos envolvidos.

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